10 de junho de 2010

SONETOS de Luís de Camões

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A

Alegres campos, verdes arvoredos,
Alma minha gentil, que te partiste
Amor co a esperança já perdida,
Amor é um fogo que arde sem se ver,
Apartava-se Nise de Montano,
Apolo e as nove Musas, discantando
Aquela que, de pura castidade,
Aquela triste e leda madrugada,
Árvore, cujo pomo belo e brando

B

Brandas águas do Tejo que, passando

C

Cá nesta Babilónia, donde mana
Cara minha inimiga, em cuja mão
Com o generoso rostro alanceado
“Como fizeste, Pórcia, tal ferida?
Como podes, ó cego pecador,
Como quando do mar tempestuoso
Correm turvas as águas deste rio,
Crecei, desejo meu, pois que a Ventura

D

Dai-me uã lei, Senhora, de querer-vos,
Debaixo desta pedra está metido,
Dece do Céu imenso, Deus benino,
Ditoso seja aquele que somente
Ditosas almas, que ambas juntamente
Dizei, Senhora, da Beleza ideia,
Doces águas e claras do Mondego,
Dos Céus à terra dece a mór beleza

E

Em fermosa Leteia se confia,
Em flor vos arrancou d'então crescida
Em prisões baixas fui um tempo atado,
Enquanto Febo os montes acendia
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Esforço grande, igual ao pensamento;
Está-se a Primavera trasladando
Está o lascivo e doce passarinho

F

Ferido sem ter cura perecia
Fiou-se o coração de muito isento

G

Grão tempo há já que soube da Ventura

I

Ilustre e dino ramo dos Meneses

J

Julga-me a gente toda por perdido

L

Lembranças saudosas, se cuidais
Lindo e sutil trançado, que ficaste

M

N

Náiades, vós que os rios habitais
Na metade do Céu subido ardia
Na ribeira do Eufrates assentado,
No mundo, poucos anos e cansados
Num bosque que das Ninfas se habitava,

O

O céu, a terra, o vento sossegado;
O cisne, quando sente ser chegada
O dia em que eu naci moura e pereça,
Ó gloriosa cruz, ó vitorioso
O raio cristalino se estendia
Oh! como se me alonga, de ano em ano
Orfeu enamorado que tañia
Os reinos e os impérios poderosos,
Os vestidos Elisa revolvia

P

Para se namorar do que criou
Pelos extremos raros que mostrou
Pensamentos, que agora novamente
Por cima destas águas, forte e firme,
Porque quereis, Senhora, que ofereça
Porque a tamanhas penas se oferece
Presença bela, angélica figura,

Q

“Que levas, cruel Morte?” – “Um claro dia.”
Quando da bela vista e doce riso
Quando de minhas mágoas a comprida
Quando o sol encoberto vai mostrando
Quando vejo que meu destino ordena
Quantas vezes do fuso se esquecia
Que me quereis, perpétuas saudades?
Que modo tão sutil da Natureza
Que poderei do mundo já querer,
Que vençais no Oriente tantos reis
Quem jaz no grão sepulcro, que descreve
Quem pode livre ser, gentil Senhora
Quem quiser ver d'Amor uã excelência
Quem vê, Senhora, claro e manifesto

R

Razão é já que minha confiança

S

Se a Fortuna inquieta e mal olhada
Se alguã hora em vós a piedade
Se despois de esperança tão perdida
Sempre, cruel Senhora, receei
Senhor João Lopes, o meu baixo estado
Senhora já desta alma, perdoai
Se aos capitães antigos colocados
Se pena por amar-vos se merece
Se tanta pena tenho merecida
Sete anos de pastor Jacob servia

T

Tanto de meu estado me acho incerto
Todas as almas tristes se mostravam
Tomava Deliana por vingança
Tornai essa brancura à alva açucena,
Tu que descanso buscas com cuidado

U

Um mover d’olhos, brando e piadoso,

V

Verdade, Amor, Razão, Merecimento
Vencido está de Amor meu pensamento
Vós, Ninfas da gangética espessura