29 de novembro de 2019

O navegador, soldado, provedor dos defuntos e poeta Luís de Camões é o CAVALEIRO DO AMOR, numa antologia de sonetos em língua sérvia

Edição sérvia:
Luís de Camões – Vitez ljubavi = [O Cavaleiro do Amor]. – [Antologia de sonetos]. – Trad. Ana Stjelja. Belgrado : Udruženje Alia Mundi, 2019.


10 de junho de 2019

Canção X de Camões (excerto)


Nem eu delicadezas vou cantando
Co'o gosto do louvor, mas explicando
Puras verdades já por mim passadas.
Oxalá foram fábulas sonhadas!


Camões, da "Canção X"

18 de dezembro de 2018

Entrada

Camoniana

o blogue dos Estudos Camonianos


Retrato do poeta, c. 1573/5,por Fernão Gomes (1548-1612)
Luís de Camões (Lisboa, c. 1524 – Lisboa, 1580) é um dos maiores escritores do mundo, em língua portuguesa. Desde o Classicismo (séc. XVI) até à nossa contemporaneidade, que “o engenho e arte” manifestados pelo poeta na sua epopeia “Os Lusíadas” e nos seus poemas líricos tem fascinado o leitor comum e o leitor especializado, proporcionando extensa e diversa receção crítica (artigos, ensaios, teses académicas...), glosas de homenagem e emulativas, criativa recriação por parte de escritores. Em todas as épocas, contínuas gerações têm admirado a sua obra e nela encontrado o eco ou o desvelar dos seus próprios sonhos e anseios. Nesse sentido, como referiu o camonista Vítor M. Aguiar e Silva, “Camões é um clássico que tem sido moderno ao longo dos séculos”.

Pode navegar pelas suas múltiplas facetas através das páginas aqui apresentadas:

A sua vida divulga informação e recursos sobre a biografia do poeta.

A sua obra mostra inicialmente as obras camonianas arrumadas por género (lírica, épica, teatro, cartas) e, dentro de cada género maior, fornece os textos dos subgéneros. No final, providencia-se a ligação para as Obras digitalizadas de Luís de Camões, na Biblioteca Nacional de Portugal.

A época apresentará ligações para: os grandes movimentos culturais e filosóficos que modelaram o tempo histórico de Camões; a influência de autores espanhóis e italianos; autores contemporâneos de Camões.

Testemunhos consiste numa antologia de excertos de consagrados camonistas sobre a vida e a obra de Camões.

Fortuna crítica contém listas de referências (bibliografia passiva) sobre a vida e a obra de Camões: receção crítica (camonistas, teses académicas, atas de encontros, artigos de periódicos e números temáticos, etc.); receção criativa (obras literárias e artísticas inspiradas em Camões) e traduções noutras línguas.

Multimédia abre-se ao diálogo intertextual da obra camoniana com as artes: Iconografia, Cinema, Música, etc. Pode ser uma aliciante porta de entrada no universo literário de Camões.

Recursos didáticos disponibiliza "materiais" (fichas de trabalho, resumos, esquemas, documentos históricos, etc.) que podem orientar o estudo da obra camoniana de acordo com os Programas e  Metas Curriculares de Português. É um auxiliar do ensino (para professores) e da aprendizagem (para os alunos) no que concerne a leitura dos textos líricos (as Rimas) e da epopeia Os Lusíadas. Apresentam-se algumas referências bibliográficas e da Internet.

Utilitários reúnem informação prática e útil. São “ferramentas” de apoio ao navegante: Contactos; Mapa do blogue (um índice mais pormenorizado das principais secções do blogue); Siglas e Abreviaturas (utilizadas sobretudo nas referências bibliográficas); Glossário (de estudos literários, antropónimos, topónimos e vocabulário específico da obra e da época de Camões); Cursos de Estudos Camonianos; Notícias (Informação periódica recente, disponibilizada online).


15 de dezembro de 2018

O Livro do Império


1. - Convite:



2. - Sinopse(s):

"O Livro do Império é mais do que um romance histórico, é uma narrativa reveladora sobre o papel da Inquisição e o manuscrito que imortalizou os feitos heróicos de Portugal. É sem dúvida uma grande investigação sobre um dos períodos mais conturbados da História de Portugal, revisitada nestas páginas de forma ímpar e surpreendente."
Fonte: Site da editora Clube do Autor.

"Ficção e realidade, imaginação e investigação histórica, prosa e poesia, João Morgado reúne tudo isto de forma exemplar no seu novo livro, a provar mais uma vez que o prazer da leitura pode caminhar lado a lado com o encanto do conhecimento. 



Este livro é uma nova viagem no tempo, agora até ao século XVI, numa altura em que os tempos gloriosos de Portugal tinham chegado ao fim. Intrigas e traições dominavam a corte portuguesa, a população vivia já na ressaca dos Descobrimentos, há corrupção aquém e além-mar. E há a Inquisição.

Com tantos inimigos no poder, como pôde ser publicada uma obra que era provocadora aos olhos da Corte e da Inquisição?
O Livro do Império relata a história de um poeta-soldado caído em desgraça que decide contar os grandes feitos de um povo para o relembrar da grandeza de outrora. É a saga de um manuscrito resgatado pela Inquisição para redenção do nosso país.
Fui muitas vezes surpreendido pelos factos enquanto escrevia este romance. Foi um gosto enorme voltar a mergulhar na História de Portugal, redescobrir a dimensão dos nossos feitos, a nossa força e riqueza, confessa o autor.
Depois de Vera Cruz e Índias, cada um deles centrado em grandes navegadores da nossa História, ambos muito elogiados pelos leitores portugueses, o regresso de João Morgado ao romance histórico contém um novo convite, o de redescobrir a vida e obra de um poeta arrependido e a história de Portugal em vésperas da batalha de Alcácer-Quibir. Depois das caravelas, a viagem é feita agora através das páginas de um livro que tem noutro livro o motor de uma narrativa épica. O embarque já começou!"

Fonte: Site da editora Clube do Autor.


3. - Texto prefacial da obra:


          "Séc. XVI — Após tempos gloriosos, Portugal era senhor de um Império, mas tinha os cofres reais vazios. O jovem rei, Dom Sebastião, vivia para a caça, para os sonhos de glória e deixava que uma nobreza corrupta e sem valores medrasse pelo reino de aquém e além-mar. A Inquisição impunha o obscurantismo e o medo, prendia e matava as mentes mais iluminadas, mas também se deixava minar pelos jesuítas afectos a Espanha. À espera da hora certa, do outro lado da fronteira espreitava-se a fragilidade dos lusos. 
          Mas eis que um trotamundos sem eira nem beira, apesar de uma vida de prisões e putarias, teve por si as musas da poesia épica. Ao cantar uma estirpe de homens que se igualara aos deuses, por contraste compunha também um libelo acusatório contra a depravação que se vivia na sua época. Como foi possível que el-rei e o Santo Ofício tenham deixado publicar esta obra?"





4. - Booktrailer:


5. A palavra ao autor:



6. - Amostra do livro, para o leitor folhear online:



7. - Álbum: lançamento do livro na Fnac Chiado, 17.12.2018

 
 
 

Para saber mais:



Acerca do livro:




9 de novembro de 2018

CIEC abre-se ao Facebook, de modo a promover a interação e a partilha de informação camoniana

Divulgamos aqui a carta-eletrónica recebida do CIEC sobre o assunto acima referido, a 9.11.2018.


Assunto: Novidades do CIEC




Caros Colegas, Colaboradores e Amigos do CIEC,


Dando seguimento às iniciativas propostas no nosso plano de atividades, a remodelação e actualização do site do CIEC (Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos) está a ser ultimada. Sem pretensiosismos, cremos que facultará um acesso mais adequado aos parâmetros da nossa Unidade I & D. Mas, entretanto, como complemento e não como alternativa a esse site, abrimos a página CIEC no Facebook, de modo a promover a interação dos nossos membros através das redes sociais, bem como a partilha de informação sobre notícias e eventos de interesse camoniano. Esperamos que a visitem e solicitamos que colaborem na sua divulgação, sugerindo novos contributos, se assim o entenderem.
Para “Gostar” do CIEC, sigam o link https://www.facebook.com/ciec.camoes

Além disso, partilhamos a notícia de que a série de Colóquios anunciados para este Outono vai arrancar: os dois primeiros encontros terão lugar a 21 de Novembro - “Camões e a Lusofonia" - e a 5 de Dezembro - "Tons e sons em Camões - retórica, estilo, versificação" , com programa que vos remeteremos em breve.

Cordiais saudações camonianas,

José Carlos Seabra Pereira
Coordenador Científico do CIEC


22 de agosto de 2018

Receção sueca



Bandeira da Suécia







Traduções

  • CAMÕES, Luís de (1801?) Os Lusíadas = Lusiaderne: Första Sángen. Trad. Sueca em verso por C[arl] J[ulius] Lenström. S.l., s.n.. – [22 p. BNP: Cam. 56 V.].
  • CAMÕES, Luís de (1838) Os Lusíadas = Lusiaderne: hjeltedikt, af Luis de Camoëns. Trad. Carl Julius Lenström. Upsala: Leffler & Sebeli. – [23 p. (22cm). BNP: Cam. 436 V.].
  • CAMÕES, Luís de (1839) Os Lusíadas = Lusiaderne: hjeltedikt, af Luis de Camoëns. Trad. Nils Lovén [1796-1858]. Estocolmo: Tryckt hos I.J. Hjerta. – [[6], 224+XVI p. (19cm). BNP: Cam. 278 P.; exemplar disponível aqui.
  • CAMÕES, Luís de (1852) Os Lusíadas = Lusiaderne: hjeltedikt, af Luis de Camoëns. Trad. Nils Lovén. Lund: Tryckt Pa C. W. K. Gleerups Forlag. – [IV+406 p. (13cm). UC Biblioteca Geral: 869.0-1 Camöes. 03=395 CAM]. / 2.ª ed., Lund: Tryckt pá C. W. K. Gleerups Förlag, uti Berlingska Boktryckeriet, 1852. – [2], IV+406 p. (18cm). BNP: Cam. 279 P. [Cota antiga: B. 99; L. 2].
  • CAMÕES, Luís de (1899) Nágra Dikter. – [Antologia de poemas]. Trad. Göran Björkman [1860-1923]. Upsala: Harald Wretmans Boktryckeri. – [20 p.; il.: com retrato de Camões. BNP: Cam. 95 V.].

25 de abril de 2018

FLUC - Estudos Camonianos I e II, disciplinas de opção, 2005-2006


Estudos Camonianos I e II
(Disciplinas de Opção)
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Programa 2005/2006

1º Semestre - Estudos Camonianos I

Docente: Doutor José Augusto Cardoso Bernardes

Objectivos

A cadeira de Estudos Camonianos I destina-se a todos os estudantes interessados em conhecer (em registo introdutório) os principais temas e problemas que dizem respeito à figura e à obra de Camões, numa perspectiva literária e sociocultural.

Conteúdos

  • O essencial sobre Camões: vida, obra e fortuna histórico-cultural;
  • Os géneros da escrita camoniana: lírica, épica e teatro;
  • A interpretação dos textos ao longo dos séculos XIX e XX;
  • Os estudos camonianos hoje;
  •  A presença de Camões na Cultura e na Escola portuguesas do século XXI.   

Bibliografia essencial

Activa

Rimas, texto estabelecido e prefaciado por Álvaro Júlio da Costa Pimpão, Coimbra, Livraria Almedina, 1994;
Os Lusíadas, leitura, prefácio e notas de Álvaro Júlio da Costa Pimpão, com “Nota de Apresentação” de Aníbal de Castro, Lisboa, Instituto Camões, 1992 (3.ª edição);
Teatro, Edição de Hernâni Cidade, Lisboa, Círculo de Leitores, s/d.

Passiva

BERNARDES, José Augusto Cardoso, História Crítica da Literatura Portuguesa, vol. II (Humanismo e Renascimento), Lisboa, Editorial Verbo, 1999, cap. VI;
CASTRO, Aníbal Pinto de, “Camões”, in Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Verbo, 1995, p. 884-905;
LE GENTIL, Georges, Camões, Lisboa, Portugália, 1969;
MATOS, Maria Vitalina Leal de, Introdução à poesia de Luís de Camões, Lisboa, Icalp,1980;
SILVA, Vítor Manuel de Aguiar e, Camões. Labirintos e fascínios, Lisboa, Cotovia,1994.

2º Semestre - Estudos Camonianos II

Docente: Doutor Manuel Ferro 

“Camões no Barroco” 

Após uma abordagem global da obra camoniana, visa esta cadeira analisar a recepção do Poeta no Barroco português, determinando o modo como foi lido e criticamente julgado, as circunstâncias que condicionaram essa recepção, as imagens que se construíram de Camões e da sua obra, centrando-nos na análise das diferentes edições, nos comentários nelas contidos, nas biografias, nos textos apologéticos ou nos textos de poética.
  1. As edições d’Os Lusíadas e das Rimas.
  2. As biografias de Pedro de Maris, de Manuel Severim de Faria e Manuel de Faria e Sousa.
  3. A exegese da epopeia (Manuel Correia, Faria e Sousa, Fr. Marcos de S. Lourenço, Manuel Pires de Almeida, João Soares de Brito, João Franco Barreto e José de Macedo).
  4. As polémicas entre camonistas e tassistas.
  5. A leitura da lírica (Fernão Rodrigues Lobo Soropita, Manuel de Faria e Sousa e José de Macedo).
  6. A presença de Camões nos textos dos teorizadores barrocos de poética (Francisco Leitão Ferreira).


Bibliografia:

Luís de Camões – Os Lusíadas do grande Lvis de Camoens, Principe da Poesia Heroica. Commentados pelo Licenciado Manoel Correa […]. Em Lisboa, por Pedro Craesbeeck, 1613.
Manuel Pires de Almeida – Os Lusíadas de Luís de Camões comentados por… Ms. ANTT, 1096- C.
António Augusto Soares Amora – Manuel Pires de Almeida: Um Crítico inédito de Camões, São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, 1955.
Adma Muhana  Poesia e Pintura ou Pintura e Poesia. Tratado Seiscentista de Manuel Pires de Almeida, São Paulo, FAPESP / EDUSP, 2002.
João Franco Barreto – Micrologia Camoniana. Com introdução de Aníbal Pinto de Castro e leitura e integração do texto de Luís Fernando de Carvalho Dias e Fernando F. Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda/Biblioteca Nacional, 1982.
Luís de Camões – Lusíadas..., comentados por Manuel de Faria e Sousa, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1972 (Ed. facsimilada da de Madrid, por Ivan Sanchez, 1639).
Luís de Camões – Rimas Várias […] comentadas por Manuel de Faria e Sousa […] Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1972 (Ed. facsimilada da de Lisboa, en la Imprenta de Theotonio Damaso de Melo […] Año de 1685).
Manuel Severim de Faria – Discursos Vários Políticos, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1999.
João Franco Barreto  Discurso Apologético sobre a Visão do Indo e Ganges no Canto IV dos Lusíadas, Évora, Typ. Eborense de F. C. Bravo, 1895.
João Soares de Brito – Apologia em que se defende a Poesia do Principe dos Poetas d’ Hespanha Luis de Camoens No canto IV. Da est. 67 à 75. & Cant. 2. Est. 21. & responde às censuras d’hum Critico d’estes tempos, Lisboa, por Lourenço de Anvers, 1641.
Manuel de Galhegos   “Discurso Poético”, in: Gabriel Pereira de Castro, Ulissea, ou Lysboa Edificada, Lisboa, por Pedro de Craesbeeck, 1636, fl. [5] – [8v].
Fr. André de Cristo – Juízo Poético, in: Manuel Mendes de Barbuda e Vasconcelos, Virginidos ou Vida da Virgem Senhora Nossa. Poema Heroico, Lisboa, na Officina de Diogo Soares de Bulhoens, 1667, p. [22] – [ 91].
Fernão Rodrigues Lobo Soropita  – “Prólogo aos Leitores”, in: Luís de Camões, Rimas, Lisboa, por Manuel de Lira, 1595.
Francisco Leitão Ferreira – Nova Arte de Conceitos, 2 Vol., Lisboa, na Oficina de António Pedroso Galrão, 1718 e 1721.
José de Macedo [António de Melo da Fonseca] – Antídoto da Língua Portuguesa, Amsterdam, em casa de Miguel Diaz, [1710].