20 de maio de 2017

Estudos camonianos, de Cleonice Berardinelli (1973, 2000)



Estudos camonianos

Cleonice Berardinelli

Rio de Janeiro: UFF-FCRB / MEC, 1973.
2.ª ed., rev. e ampl., Rio de Janeiro: Nova Fronteira: Cátedra Padre António Vieira de Estudos Portugueses, Instituto Camões, 2000.



A ÉPICA



A LÍRICA

O TEATRO

APÊNDICE




1 de maio de 2017

Carteiras de fósforos alusivas ao IV centenário d'Os Lusíadas, 1972.

Os Lusíadas - 24 carteiras de fósforos, alusivas ao IV centenário da publicação de "Os Lusíadas", 1972.

Coleção realizada por Américo de Miranda Soares, 
para a Fosforeira Portuguesa, de Espinho.







Referências:


O busto de Camões no átrio principal do Palácio de São Bento, 12.05.1999.



Busto de Camões, bronze e pedra lioz, 1999
 - por José Aurélio (1938-).




"Busto de vulto pleno, em bronze, assente sobre peanha de pedra lioz com inscrição incisa contendo citação literária, nome e datas de nascimento e morte da personalidade representada, e ainda indicação das circunstâncias protocolares da sua incorporação no Parlamento português: 

“NENHUM QUE USE DE SEU PODER BASTANTE 
PARA SERVIR A SEU DESEJO FEIO

IN OS LUSÍADAS CANTO VII
LUIZ DE CAMÕES
1513 - 1580
OFERTA
DO
GOVERNO DE MACAU
À
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
1999”.

"Concebida pelo escultor José Aurélio, esta obra caracteriza-se por uma incomum relação orgânica entre o busto e o suporte, com os volumes dispostos em simetria vertical e assentes na tangência de dois semicírculos, o que induz uma sensação de iminente oscilação horizontal. 
O implícito movimento pendular confere dinamismo ao conjunto, desafiando o equilíbrio das massas, aligeirando o peso e a solidez dos materiais, animando a oposição de cores e enriquecendo as formas geométricas depuradas. 
O minimalismo do registo superior sintetiza a efígie do poeta luso, pormenorizadamente documentada no desenho de Fernão Gomes e na descrição de Manuel Severim de Faria. 
Ao dispensar a verosimilhança fisionómica própria do retrato e recorrer aos pormenores mais expressivos da iconografia camoniana – a pala sobre o olho perdido em Ceuta, quando combatia as tribos kabilas, e a gola de canudos, típica do vestuário cortesão quinhentista e geradora de um interessante jogo de ondulações e de claro-escuro –, este busto assume-se como a imagem-signo de um dos maiores símbolos da cultura nacional. 
A metade inferior reitera a identidade da figura e transcreve um dístico épico (Cant. VII, Est. 85), cuja mensagem é significativa para o exercício do poder na instituição a que a obra foi oferecida.
Esta peça escultórica encontra-se no Átrio Principal do Palácio de São Bento, onde foi descerrada em cerimónia oficial, a 12 de maio de 1999, sete meses antes de Macau deixar de ser administrado por Portugal." - Fonte: ComunicAR [digital], da Assembleia da República, jun. 2014.

Referências



Edições de Os Lusíadas em mirandês

Na comemoração dos vinte e cinco anos da publicação em banda desenhada de Os Lusíadas, do mestre José Ruy, a Âncora Editora publicou uma nova edição e agora em língua mirandesa, Ls Lusíadas, com tradução de Fracisco Niebro, pseudónimo de Amadeu Ferreira.

Obra com boa apresentação gráfica, encadernada com gravação a ouro. A contracapa é enriquecida com a reprodução de uma vinheta de cada um dos dez cantos d'Os Lusíadas.






Ls Lusíadas: apresentaçon an banda zenhada 

Ilustração de José Ruy. Tradução de Fracisco Niebro.
Lisboa: Âncora, 2009.




Ls Lusíadas

 Tradução de Fracisco Niebro.
Lisboa: Âncora, 2010.













Convite, disponível online, para o lançamento da edição em mirandês:




Referências

  • Ls Lusíadas: apresentaçon an banda zenhada / Luís de Camões. Il. José Ruy; trad. Fracisco Niebro [pseud. de Amadeu José Ferreira, 1950-2015]. Lisboa: Âncora, 2009. – 136 p.; todo il. (31cm).
  • Ls Lusíadas / Luís Vaz de Camões. – Ed. em mirandês. Trad. Fracisco Niebro [pseud. de Amadeu José Ferreira, 1950-2015]. Lisboa: Âncora, 2010. – 366, [1] p. : il. (23cm).

1 de março de 2017

A cidade global: Lisboa no Renascimento - Exposição e catálogo


A exposição

A CIDADE GLOBAL. Lisboa no renascimento

THE GLOBAL CITY. Lisbon in the Renaissance


24 de fevereiro a 9 de abril de 2017.
Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

Projeto comissariado por: Annemarie Jordan Gschwende Kate J.P. Lowe
Organização: MNAA
Assessor científico: Hugo Miguel Crespo
Consultor de História da Ciência: Henrique Leitão
Projeto museográfico: Manuela Fernandes
Textos de: comissárias, Miguel Soromenho, Paula Brito Medori
Tradução: John Elliott
Multimédia: Pablo Zorilla
Slide-show: Ana Sousa


          Uma exposição baseada no livro editado no Reino Unido – The Global City. On the streets of the Renaissance Lisbon (Londres: Paul Holberton Publishing, 2015), da coautoria das historiadoras Annemarie Jordan Gschwend e de Kate Lowe. 
          As autoras do livro e agora comissárias da exposição são igualmente as editoras do catálogo da exposição – A cidade global. Lisboa no renascimento /The global city. Lisbon in the Renaissance (Lisboa: MNAA – INCM, 2017).


São 249 peças expostas, provenientes de 77 emprestadores, 64 nacionais e 13 internacionais, entre as quais se encontram o British Museum, o Pitt Rivers Museum, o Museu Nacional do Prado, a biblioteca da Universidade de Leiden (Holanda) e o Museo Nazionale Preistorico Etnografico “Luigi Pigorini”, em Itália.
As peças - pintura, livros, animais empalhados, porcelanas, rosários, tapeçarias, azulejos e mobiliário e muitas outras peças – constituem uma referência para o conhecimento histórico da Lisboa do século XVI.
As peças centrais da exposição são os dois quadros pintados entre 1590 e 1620, de artista anónimo, e que poderão ser vistos pela primeira vez em Lisboa. Designada “[A vista da] Rua Nova dos Mercadores”, a obra está dividida em dois painéis.

Vista da Rua Nova dos Mercadores, c. 1570-1619.
Rua Nova I - Rua Nova dos Ferros com a esquina do Largo do Pelourinho Velho;
Rua Nova II - Do Arco dos Barretes ao Arco dos Pregos;
De Autor flamengo desconhecido
Propriedade: Londres, Kelmscott Manor Collection
The Society of Antiquaries of London.

Outras peças: a Vista Panorâmica de Lisboa (Leiden University Library); “O Chafariz d’El-Rei”, pintado c. 1570-1580, pertencente à coleção Berardo; a vista ribeirinha de Lisboa da Crónica d’el Rei D. Afonso Henriques (Museu Condes de Castro Guimarães / Câmara Municipal de Cascais), “Paraíso Terrestre”, de Pieter Brueghel, o Jovem (Museu do Prado); as Obras Matemáticas de Francisco de Melo (Stadtarchiv der Hansestadt Stralsund, Alemanha); o cofre-relicário, de madrepérola e prata, que guarda as relíquias de São Vicente (Sé Patriarcal de Lisboa); o inventário da casa e das joias de um rico mercador, Simão de Melo Magalhães; a Cruz Processional de Dona Catarina de Bragança (Paço Ducal de Vila Viçosa); o camafeu de 1579, representando o rinoceronte de D. Manuel I (Colecção Guy Ladrière, em França), entre muitas outras.
“Do mesmo modo que os habitantes de Lisboa não podiam sair de casa sem se cruzarem com estrangeiros, também era impossível alguém sair à rua sem ver algo que lhe recordasse o império comercial português mundial. A juntar aos barcos que, no porto, partiam e chegavam de África, da Ásia e do Brasil, Lisboa estava repleta de edifícios ligados a esse comércio transoceânico e de objetos, materiais, têxteis, produtos alimentares, flora e fauna dele resultantes. Os sítios atrás referidos são apenas uma pequena seleção de lugares e espaços marcados pelo poderio mundial de Lisboa no século XVI. A sua presença trouxe a Lisboa mudanças de importância vital: culturais, visuais, intelectuais, sociais, económicas, estéticas, arquitectónicas. Mas o efeito não eras apenas sentido e comentado em Lisboa. Os estrangeiros visitavam esses sítios e falavam e escreviam acerca deles quando regressavam a casa, fazendo circular informações sobre a nova Lisboa por todo a Europa; e os marinheiros e mercadores a bordo dos navios contavam histórias sobre a nova Lisboa quando ancoravam em portos estrangeiros. No século XVI, o ditado “quem não vê Lisboa, não vê coisa boa” andava nas bocas do mundo; a identidade da cidade global tornava-se proverbial.”
Do catálogo da exposição, I. Vistas de Lisboa: contexto histórico, p. 56-57.


ÍNDICE


[Prefácios de:]
  • Luís Filipe Castro Mendes, Ministro da Cultura (p. 5);
  • António Filipe Pimentel, Diretor do MNAA (p. 7); 
  • Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe, Comissárias (p. 8-9).

Índice (p. 10-11)

I. Vistas de Lisboa: contexto histórico,
Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe.
Chafariz d'el-Rei, c. 1570-1580
Autor desconhecido. Coleção Berardo.
  • “A representação da Lisboa global”, Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe.
  • “Sítio globais da Lisboa renascentista”, Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe.
  • “A Ribeira de Lisboa, plataforma portuária da cidade global”, Carlos Caetano.
  • “Os pintores e a cidade: à volta do Rossio na época dos Descobrimentos”, Joaquim Oliveira Caetano.
  • “O modelo digital da pintura Rua Nova: recreando a arquitetura quinhentista de Lisboa”, Laura Fernández-González.
  • Obras expostas (cats. 1 a 12)

II. “Novas novidades”,
Rui Manuel Loureiro.
Mapa da Terra, vista do Polo Norte
in Livro de Marinharia, Lisboa, 1560, fl. 20v., 
de João de Lisboa (c.1470-1526?)
Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo
  • “Ciência e conhecimento nas livrarias quinhentistas da Rua Nova dos Mercadores”, Rui Manuel Loureiro.
  • Obras expostas (cats. 13 a 29)

III. De África,
Kate Lowe.
Janeiro, pormenor de cena familiar com a representação de um criado negro
António de Holanda (1480-1557)
in Livro de Horas, dito de D. Manuel I,fl. 5, 1517-1551.
Lisboa, MNAA. 
  • “Os estrangeiros na Lisboa global”, Kate Lowe.
  • “De Frunando a Fernando: Africanos ocidentais e a língua na Lisboa do Renascimento”, Kate Lowe.
  • Píxides sapi-portuguesas de marfim; colheres da África Ocidental na Lisboa renascentista: marfim, prata e a representação do estatuto social; saleiro de marfim; aquamanil em forma de leopardo; têxteis da África Ocidental na Lisboa renascentista: descrições e padrões.
  • Obras expostas (cats. 30 a 57)

IV. Às compras na Rua Nova,
Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe.
Garniture (conjunto de três potes e duas jarras em porcelana)
China, 1662-1722, dinastia Qing, período Kangxi
Coleção particular.
  • Fazer compras na Rua Nova dos Mercadores”, Annemarie Jordan Gschwend.
  • Mesa de engonços; porcelana na Lisboa do Renascimento; prato; kendi; duas grandes garrafas; os têxteis asiáticos na Lisboa quinhentista; Meninos Jesus Bom Pastor deitados do Reino do Sião (Tailândia); Cristo crucificado; contador de capela; tabuleiros de jogo; cristal de rocha da Ásia portuguesa; cofres de madrepérola e massa negra; cofres de tartaruga; cofres de marfim; pequeno contador de duas portas; arquetas-escrivaninha do reino do Pegu (Birmânia); cofre; contador namban; taças; garniture.
  • Obras expostas (cats. 58 a 165)

V. Animais dos outros mundos
Annemarie Jordan Gschwend.
Rinoceronte, retrato do rinoceronte de D. Manuel I em 1515
A partir de Albrecht Durer, Antuérpia, 1550
Londres, The British Museum.

  • “Animais globais: coleção e ostentação”, Annemarie Jordan Gschwend.
  • Cruz processional de D. Catarina; manga ou canudo da farmácia.
  • Obras expostas (cats. 166 a 205)

VI. A casa de Simão de Melo
Hugo Miguel Crespo.
  • Taças chinesas; prato covo, prato montado; joalharia entre a Ásia e a Europa; pingentes; pendente; tabuleiro de jogo desdobrável.
  • Obras expostas (cats. 206 a 249)

English texts

Bibliografia

Apêndice documental
Pedro Pinto.


Gato-de-Algália (pormenor) 1652, Frankfurt
Matthaus Merian, o Velho
Suiça, Coleção particular

Referências


O livro e o catálogo da exposição:



GSCHWEND, Annemarie Jordan e Kate K. J. P. Lowe, ed. (2015) The global city: on the streets of Renaissance Lisbon. London: Paul Holberton Publishing. – 240 p.; il. (28x24cm). – Ed. em capa dura, nov. 2015, ISBN 978 1 907372 88 9.






GSCHWEND, Annemarie Jordan e Kate J. P. Lowe et. al., ed. (2017) A cidade global. Lisboa no renascimento /The global city. Lisbon in the Renaissance – Catálogo da exposição no “Museu Nacional de Arte Antiga, 24 fevereiro Febraury – 9 abril April 2017”. Lisboa: MNAA – INCM. – Textos de Annemarie Jordan Gschwend, Carlos Caetano, Christian Elwes, Cristina Neiva Correia, Hugo Miguel Crespo, Joaquim Oliveira Caetano, Kate J. P. Lowe, Laura Fernández-González, Luísa Penalva, Maria Antónia Pinto de Matos, Maria da Conceição Borges de Sousa, Maria João Ferreira, Pedro Pinto, Rui André Alves Trindade, Rui Manuel Loureiro. Trad. Graça Margarido, John Elliott, Maria da Conceição Borges de Sousa, Maria João Vilhena de Carvalho.

Diversos artigos e notícias saídas em jornais e revistas, 

Incluindo a polémica surgida entre historiadores na revista do Expresso, ordenados cronologicamente.