18 de dezembro de 2018

Entrada

Camoniana

o blogue dos Estudos Camonianos


Retrato do poeta, c. 1573/5,por Fernão Gomes (1548-1612)
Luís de Camões (Lisboa, c. 1524 – Lisboa, 1580) é um dos maiores escritores do mundo, em língua portuguesa. Desde o Classicismo (séc. XVI) até à nossa contemporaneidade, que “o engenho e arte” manifestados pelo poeta na sua epopeia “Os Lusíadas” e nos seus poemas líricos tem fascinado o leitor comum e o leitor especializado, proporcionando extensa e diversa receção crítica (artigos, ensaios, teses académicas...), glosas de homenagem e emulativas, criativa recriação por parte de escritores. Em todas as épocas, contínuas gerações têm admirado a sua obra e nela encontrado o eco ou o desvelar dos seus próprios sonhos e anseios. Nesse sentido, como referiu o camonista Vítor M. Aguiar e Silva, “Camões é um clássico que tem sido moderno ao longo dos séculos”.

Pode navegar pelas suas múltiplas facetas através das páginas aqui apresentadas:

A sua vida divulga informação e recursos sobre a biografia do poeta.

A sua obra mostra inicialmente as obras camonianas arrumadas por género (lírica, épica, teatro, cartas) e, dentro de cada género maior, fornece os textos dos subgéneros. No final, providencia-se a ligação para as Obras digitalizadas de Luís de Camões, na Biblioteca Nacional de Portugal.

A época apresentará ligações para: os grandes movimentos culturais e filosóficos que modelaram o tempo histórico de Camões; a influência de autores espanhóis e italianos; autores contemporâneos de Camões.

Testemunhos consiste numa antologia de excertos de consagrados camonistas sobre a vida e a obra de Camões.

Fortuna crítica contém listas de referências (bibliografia passiva) sobre a vida e a obra de Camões: receção crítica (camonistas, teses académicas, atas de encontros, artigos de periódicos e números temáticos, etc.); receção criativa (obras literárias e artísticas inspiradas em Camões) e traduções noutras línguas.

Multimédia abre-se ao diálogo intertextual da obra camoniana com as artes: Iconografia, Cinema, Música, etc. Pode ser uma aliciante porta de entrada no universo literário de Camões.

Recursos didáticos disponibiliza "materiais" (fichas de trabalho, resumos, esquemas, documentos históricos, etc.) que podem orientar o estudo da obra camoniana de acordo com os Programas e  Metas Curriculares de Português. É um auxiliar do ensino (para professores) e da aprendizagem (para os alunos) no que concerne a leitura dos textos líricos (as Rimas) e da epopeia Os Lusíadas. Apresentam-se algumas referências bibliográficas e da Internet.

Utilitários reúnem informação prática e útil. São “ferramentas” de apoio ao navegante: Contactos; Mapa do blogue (um índice mais pormenorizado das principais secções do blogue); Siglas e Abreviaturas (utilizadas sobretudo nas referências bibliográficas); Glossário (de estudos literários, antropónimos, topónimos e vocabulário específico da obra e da época de Camões); Cursos de Estudos Camonianos; Notícias (Informação periódica recente, disponibilizada online).


15 de dezembro de 2018

O Livro do Império


1. - Convite:



2. - Sinopse(s):

"O Livro do Império é mais do que um romance histórico, é uma narrativa reveladora sobre o papel da Inquisição e o manuscrito que imortalizou os feitos heróicos de Portugal. É sem dúvida uma grande investigação sobre um dos períodos mais conturbados da História de Portugal, revisitada nestas páginas de forma ímpar e surpreendente."
Fonte: Site da editora Clube do Autor.

"Ficção e realidade, imaginação e investigação histórica, prosa e poesia, João Morgado reúne tudo isto de forma exemplar no seu novo livro, a provar mais uma vez que o prazer da leitura pode caminhar lado a lado com o encanto do conhecimento. 



Este livro é uma nova viagem no tempo, agora até ao século XVI, numa altura em que os tempos gloriosos de Portugal tinham chegado ao fim. Intrigas e traições dominavam a corte portuguesa, a população vivia já na ressaca dos Descobrimentos, há corrupção aquém e além-mar. E há a Inquisição.

Com tantos inimigos no poder, como pôde ser publicada uma obra que era provocadora aos olhos da Corte e da Inquisição?
O Livro do Império relata a história de um poeta-soldado caído em desgraça que decide contar os grandes feitos de um povo para o relembrar da grandeza de outrora. É a saga de um manuscrito resgatado pela Inquisição para redenção do nosso país.
Fui muitas vezes surpreendido pelos factos enquanto escrevia este romance. Foi um gosto enorme voltar a mergulhar na História de Portugal, redescobrir a dimensão dos nossos feitos, a nossa força e riqueza, confessa o autor.
Depois de Vera Cruz e Índias, cada um deles centrado em grandes navegadores da nossa História, ambos muito elogiados pelos leitores portugueses, o regresso de João Morgado ao romance histórico contém um novo convite, o de redescobrir a vida e obra de um poeta arrependido e a história de Portugal em vésperas da batalha de Alcácer-Quibir. Depois das caravelas, a viagem é feita agora através das páginas de um livro que tem noutro livro o motor de uma narrativa épica. O embarque já começou!"

Fonte: Site da editora Clube do Autor.


3. - Texto prefacial da obra:


          "Séc. XVI — Após tempos gloriosos, Portugal era senhor de um Império, mas tinha os cofres reais vazios. O jovem rei, Dom Sebastião, vivia para a caça, para os sonhos de glória e deixava que uma nobreza corrupta e sem valores medrasse pelo reino de aquém e além-mar. A Inquisição impunha o obscurantismo e o medo, prendia e matava as mentes mais iluminadas, mas também se deixava minar pelos jesuítas afectos a Espanha. À espera da hora certa, do outro lado da fronteira espreitava-se a fragilidade dos lusos. 
          Mas eis que um trotamundos sem eira nem beira, apesar de uma vida de prisões e putarias, teve por si as musas da poesia épica. Ao cantar uma estirpe de homens que se igualara aos deuses, por contraste compunha também um libelo acusatório contra a depravação que se vivia na sua época. Como foi possível que el-rei e o Santo Ofício tenham deixado publicar esta obra?"





4. - Booktrailer:


5. A palavra ao autor:



6. - Amostra do livro, para o leitor folhear online:



7. - Álbum: lançamento do livro na Fnac Chiado, 17.12.2018

 
 
 

Para saber mais:



Acerca do livro:




9 de novembro de 2018

CIEC abre-se ao Facebook, de modo a promover a interação e a partilha de informação camoniana

Divulgamos aqui a carta-eletrónica recebida do CIEC sobre o assunto acima referido, a 9.11.2018.


Assunto: Novidades do CIEC




Caros Colegas, Colaboradores e Amigos do CIEC,


Dando seguimento às iniciativas propostas no nosso plano de atividades, a remodelação e actualização do site do CIEC (Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos) está a ser ultimada. Sem pretensiosismos, cremos que facultará um acesso mais adequado aos parâmetros da nossa Unidade I & D. Mas, entretanto, como complemento e não como alternativa a esse site, abrimos a página CIEC no Facebook, de modo a promover a interação dos nossos membros através das redes sociais, bem como a partilha de informação sobre notícias e eventos de interesse camoniano. Esperamos que a visitem e solicitamos que colaborem na sua divulgação, sugerindo novos contributos, se assim o entenderem.
Para “Gostar” do CIEC, sigam o link https://www.facebook.com/ciec.camoes

Além disso, partilhamos a notícia de que a série de Colóquios anunciados para este Outono vai arrancar: os dois primeiros encontros terão lugar a 21 de Novembro - “Camões e a Lusofonia" - e a 5 de Dezembro - "Tons e sons em Camões - retórica, estilo, versificação" , com programa que vos remeteremos em breve.

Cordiais saudações camonianas,

José Carlos Seabra Pereira
Coordenador Científico do CIEC


22 de agosto de 2018

Receção sueca



Bandeira da Suécia







Traduções

  • CAMÕES, Luís de (1801?) Os Lusíadas = Lusiaderne: Första Sángen. Trad. Sueca em verso por C[arl] J[ulius] Lenström. S.l., s.n.. – [22 p. BNP: Cam. 56 V.].
  • CAMÕES, Luís de (1838) Os Lusíadas = Lusiaderne: hjeltedikt, af Luis de Camoëns. Trad. Carl Julius Lenström. Upsala: Leffler & Sebeli. – [23 p. (22cm). BNP: Cam. 436 V.].
  • CAMÕES, Luís de (1839) Os Lusíadas = Lusiaderne: hjeltedikt, af Luis de Camoëns. Trad. Nils Lovén [1796-1858]. Estocolmo: Tryckt hos I.J. Hjerta. – [[6], 224+XVI p. (19cm). BNP: Cam. 278 P.; exemplar disponível aqui.
  • CAMÕES, Luís de (1852) Os Lusíadas = Lusiaderne: hjeltedikt, af Luis de Camoëns. Trad. Nils Lovén. Lund: Tryckt Pa C. W. K. Gleerups Forlag. – [IV+406 p. (13cm). UC Biblioteca Geral: 869.0-1 Camöes. 03=395 CAM]. / 2.ª ed., Lund: Tryckt pá C. W. K. Gleerups Förlag, uti Berlingska Boktryckeriet, 1852. – [2], IV+406 p. (18cm). BNP: Cam. 279 P. [Cota antiga: B. 99; L. 2].
  • CAMÕES, Luís de (1899) Nágra Dikter. – [Antologia de poemas]. Trad. Göran Björkman [1860-1923]. Upsala: Harald Wretmans Boktryckeri. – [20 p.; il.: com retrato de Camões. BNP: Cam. 95 V.].

25 de abril de 2018

FLUC - Estudos Camonianos I e II, disciplinas de opção, 2005-2006


Estudos Camonianos I e II
(Disciplinas de Opção)
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Programa 2005/2006

1º Semestre - Estudos Camonianos I

Docente: Doutor José Augusto Cardoso Bernardes

Objectivos

A cadeira de Estudos Camonianos I destina-se a todos os estudantes interessados em conhecer (em registo introdutório) os principais temas e problemas que dizem respeito à figura e à obra de Camões, numa perspectiva literária e sociocultural.

Conteúdos

  • O essencial sobre Camões: vida, obra e fortuna histórico-cultural;
  • Os géneros da escrita camoniana: lírica, épica e teatro;
  • A interpretação dos textos ao longo dos séculos XIX e XX;
  • Os estudos camonianos hoje;
  •  A presença de Camões na Cultura e na Escola portuguesas do século XXI.   

Bibliografia essencial

Activa

Rimas, texto estabelecido e prefaciado por Álvaro Júlio da Costa Pimpão, Coimbra, Livraria Almedina, 1994;
Os Lusíadas, leitura, prefácio e notas de Álvaro Júlio da Costa Pimpão, com “Nota de Apresentação” de Aníbal de Castro, Lisboa, Instituto Camões, 1992 (3.ª edição);
Teatro, Edição de Hernâni Cidade, Lisboa, Círculo de Leitores, s/d.

Passiva

BERNARDES, José Augusto Cardoso, História Crítica da Literatura Portuguesa, vol. II (Humanismo e Renascimento), Lisboa, Editorial Verbo, 1999, cap. VI;
CASTRO, Aníbal Pinto de, “Camões”, in Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Verbo, 1995, p. 884-905;
LE GENTIL, Georges, Camões, Lisboa, Portugália, 1969;
MATOS, Maria Vitalina Leal de, Introdução à poesia de Luís de Camões, Lisboa, Icalp,1980;
SILVA, Vítor Manuel de Aguiar e, Camões. Labirintos e fascínios, Lisboa, Cotovia,1994.

2º Semestre - Estudos Camonianos II

Docente: Doutor Manuel Ferro 

“Camões no Barroco” 

Após uma abordagem global da obra camoniana, visa esta cadeira analisar a recepção do Poeta no Barroco português, determinando o modo como foi lido e criticamente julgado, as circunstâncias que condicionaram essa recepção, as imagens que se construíram de Camões e da sua obra, centrando-nos na análise das diferentes edições, nos comentários nelas contidos, nas biografias, nos textos apologéticos ou nos textos de poética.
  1. As edições d’Os Lusíadas e das Rimas.
  2. As biografias de Pedro de Maris, de Manuel Severim de Faria e Manuel de Faria e Sousa.
  3. A exegese da epopeia (Manuel Correia, Faria e Sousa, Fr. Marcos de S. Lourenço, Manuel Pires de Almeida, João Soares de Brito, João Franco Barreto e José de Macedo).
  4. As polémicas entre camonistas e tassistas.
  5. A leitura da lírica (Fernão Rodrigues Lobo Soropita, Manuel de Faria e Sousa e José de Macedo).
  6. A presença de Camões nos textos dos teorizadores barrocos de poética (Francisco Leitão Ferreira).


Bibliografia:

Luís de Camões – Os Lusíadas do grande Lvis de Camoens, Principe da Poesia Heroica. Commentados pelo Licenciado Manoel Correa […]. Em Lisboa, por Pedro Craesbeeck, 1613.
Manuel Pires de Almeida – Os Lusíadas de Luís de Camões comentados por… Ms. ANTT, 1096- C.
António Augusto Soares Amora – Manuel Pires de Almeida: Um Crítico inédito de Camões, São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, 1955.
Adma Muhana  Poesia e Pintura ou Pintura e Poesia. Tratado Seiscentista de Manuel Pires de Almeida, São Paulo, FAPESP / EDUSP, 2002.
João Franco Barreto – Micrologia Camoniana. Com introdução de Aníbal Pinto de Castro e leitura e integração do texto de Luís Fernando de Carvalho Dias e Fernando F. Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda/Biblioteca Nacional, 1982.
Luís de Camões – Lusíadas..., comentados por Manuel de Faria e Sousa, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1972 (Ed. facsimilada da de Madrid, por Ivan Sanchez, 1639).
Luís de Camões – Rimas Várias […] comentadas por Manuel de Faria e Sousa […] Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1972 (Ed. facsimilada da de Lisboa, en la Imprenta de Theotonio Damaso de Melo […] Año de 1685).
Manuel Severim de Faria – Discursos Vários Políticos, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1999.
João Franco Barreto  Discurso Apologético sobre a Visão do Indo e Ganges no Canto IV dos Lusíadas, Évora, Typ. Eborense de F. C. Bravo, 1895.
João Soares de Brito – Apologia em que se defende a Poesia do Principe dos Poetas d’ Hespanha Luis de Camoens No canto IV. Da est. 67 à 75. & Cant. 2. Est. 21. & responde às censuras d’hum Critico d’estes tempos, Lisboa, por Lourenço de Anvers, 1641.
Manuel de Galhegos   “Discurso Poético”, in: Gabriel Pereira de Castro, Ulissea, ou Lysboa Edificada, Lisboa, por Pedro de Craesbeeck, 1636, fl. [5] – [8v].
Fr. André de Cristo – Juízo Poético, in: Manuel Mendes de Barbuda e Vasconcelos, Virginidos ou Vida da Virgem Senhora Nossa. Poema Heroico, Lisboa, na Officina de Diogo Soares de Bulhoens, 1667, p. [22] – [ 91].
Fernão Rodrigues Lobo Soropita  – “Prólogo aos Leitores”, in: Luís de Camões, Rimas, Lisboa, por Manuel de Lira, 1595.
Francisco Leitão Ferreira – Nova Arte de Conceitos, 2 Vol., Lisboa, na Oficina de António Pedroso Galrão, 1718 e 1721.
José de Macedo [António de Melo da Fonseca] – Antídoto da Língua Portuguesa, Amsterdam, em casa de Miguel Diaz, [1710].